Uma história com grandes marcos

Numa linha do tempo de muitas realizações, o Programa Gripen cravou um dos marcos mais importantes desde o seu início: o voo inaugural do primeiro Gripen E brasileiro. Em 20 de agosto de 2019, o caça alcançou os céus de Linköping, na Suécia, e realizou o primeiro ensaio em voo que verificou o manuseio básico e as qualidades de voo em diferentes altitudes e velocidades.

 Desde dezembro de 2013, quando a Saab venceu a concorrência do Projeto FX-2, destinado ao reequipamento da frota de aeronaves de caça da Força Aérea Brasileira (FAB), a companhia deu início a um dos maiores programas de transferência de tecnologia da história da Suécia. O contrato contemplou uma grande cooperação industrial (offset) para o desenvolvimento e produção de 36 aeronaves Gripen dos modelos E (monoposto) e F (biposto). O programa viabilizou que a indústria nacional e a própria FAB tivessem acesso, sem precedentes, a todos os níveis de tecnologia.

Em 2015, os primeiros 50 engenheiros e técnicos brasileiros mudaram-se para a Suécia com o intuito de absorver conhecimento e receberem treinamentos teóricos e on-the-job, de acordo com as suas funções no Programa Gripen. Eles foram os primeiros, de um grupo de mais de 350 brasileiros, envolvidos nesse extenso programa de transferência de tecnologia até o término da produção dos caças.

A inauguração do Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (GDDN – Gripen Design and Development Network) na planta da Embraer, em Gavião Peixoto, interior de São Paulo, foi um outro importante marco no Programa Gripen, em 2016. Considerado o hub do desenvolvimento tecnológico do Gripen no Brasil, o GDDN conta, atualmente, com o trabalho de 105 engenheiros brasileiros e 18 engenheiros suecos expatriados, comprometidos com o avanço do programa. Este número pode chegar a 280 engenheiros ao longo dos anos.

Em 2018, a apresentação das instalações da Saab Aeronáutica Montagens (SAM), na cidade de São Bernardo do Campo, grande São Paulo, foi mais um marco do comprometimento da Saab para com o Brasil. A fábrica vai produzir segmentos aeroestruturais para o Gripen brasileiro, como o cone de cauda, freios aerodinâmicos, caixão das asas, fuselagem dianteira da versão monoposto e da versão biposto, além da fuselagem traseira dos caças que, posteriormente, terão a sua montagem final na planta da Embraer em Gavião Peixoto. O escritório já deu início as suas operações e, até 2020, toda a estrutura fabril estará montada e a todo vapor para dar início à produção dos componentes do Gripen.

Os próximos passos estão atrelados aos ensaios em voo, certificação e entrega das aeronaves ao cliente!