As cores do Brasil no céu de Linköping

Eram 9h41 no Brasil e as pessoas estavam começando a semana tomando café da manhã, chegando ao escritório ou até mesmo presas no trânsito. Poderia parecer mais uma manhã de segunda-feira comum. Mas não foi esse o caso. Do outro lado do oceano, a mais de 10.000 quilômetros, na Suécia, o primeiro Gripen brasileiro decolou do aeródromo de Linköping, às 14h41, horário sueco. O voo inaugural do primeiro Gripen E do Brasil teve como objetivo verificar o manuseio básico e as qualidades de voo em diferentes altitudes e velocidades.

O impávido caça do Brasil partiu do aeródromo da Saab em Linköping, na Suécia, conduzido pelo piloto de teste da Saab, o comandante Richard Ljungberg. A missão era avaliar se o comportamento da aeronave estava de acordo com as expectativas e se era similar ao do Gripen E anterior, mesmo considerando que os sistemas tenham um outro tipo de design. Após um voo de 65 minutos, a aeronave pousou e Ljungberg pôde constatar que se tratou de um "voo muito suave", e continuou dizendo que, como piloto, "foi um verdadeiro prazer ter realizado este voo. A aeronave se comportou exatamente como foi visto no simulador e nas plataformas. Estou ansioso para colocá-la novamente no ar e testar os novos sistemas", disse.

Um marco para a aviação de caça no Brasil e um momento importante para a atuação da Saab, este primeiro voo reforça o compromisso do Programa Gripen, que se mantêm em pleno desenvolvimento, de acordo com o cronograma, fortalecendo a indústria de defesa nacional. Para a FAB, o Gripen E vai receber o número de inscrição 4100 e começará a escrever um novo capítulo na história da aviação de caça do país.

Uma das principais inovações, quando comparado aos outros modelos do Gripen, é o novo painel, redesenhado pela AEL Sistemas. A empresa brasileira desenvolveu a tela panorâmica Wide Area Display (WAD), o Head-Up Display (HUD), e o Helmet Mounted Display (HMD).

O Programa Gripen vem realizando excelentes progressos durante as etapas de desenvolvimento e produção. "As empresas brasileiras parceiras, estão agregando valores tangíveis e intangíveis a todo o processo de transferência de tecnologia e no desenvolvimento da inovação para os novos caças Gripen do Brasil", comentou Jonas Hjelm, vice-presidente sênior e chefe da área de negócios Saab Aeronautics.