Carl-Gustaf no Exército Brasileiro

A necessidade de modernização dos sistemas de armas anticarro e antipessoal fez com que o Exército Brasileiro buscasse uma alternativa de canhão sem recuo, para incorporação às suas Forças de Ação Estratégicas (FAE). Foi então que, na década de 1990, o Carl-Gustaf passou a equipar divisões como a Brigada de Infantaria Paraquedista, a Brigada de Infantaria Leve e Aeromóvel, e o Comando de Operações Especiais, além de unidades conhecidas como "ilhas de modernização", como Caatinga, Selva, Montanha e Pantanal.

"A adoção do sistema Carl-Gustaf foi um projeto de canhão sem recuo que, instantaneamente, se diferenciava de seus contemporâneos", explicou o Tenente Coronel Camilo Inacio Cardoso Lelis, do Comando de Operações Terrestres do Exército Brasileiro. "Ele pode disparar vários tipos de munição, além dos seus principais projéteis antiblindagem. O armamento também inclui projéteis iluminativos, antiestrutura, fumígenos, para disparo em recinto confinado, treinamento e antipessoal", complementou.

O Exército Brasileiro é equipado com a versão M3 do Carl-Gustaf e, segundo o Coronel Lelis, um dos diferenciais do sistema é a possibilidade de atualização constante.