TORRE REMOTA UMA REVOLUÇÃO NO MODO DE GERIR AEROPORTOS

Saab e LFV são pioneiras no desenvolvimento e na instalação da solução que permite a prestação do serviço de Torre de Controle à distância.

Há dois anos, o aeroporto de Örnsköldsvik, na Suécia, é controlado a partir de uma torre de controle aéreo remota, a 150 quilômetros de distância, na cidade sueca de Sundsvall. Desenvolvida pela Saab e pelo prestador de Serviço de Navegação Aérea da Suécia (LFV), a torre remota oferece entre outros benefícios, o aumento da eficiência e da segurança, e reduz os gastos dos aeroportos.

“Desenvolvemos algo considerado futurístico. Sabemos que a torre remota é responsável por uma revolução na forma de gerenciar voos, deixando de lado o padrão convencional da torre de controle feita de tijolo e argamassa, e passando a utilizar telas, sensores e câmeras muito mais potentes que os olhos humanos”, apontou Sergio Martins, diretor da divisão de Gestão de Tráfego Aéreo (ATM) da Saab.

Atualmente, o aeroporto sueco de Sundsvall também é operado remotamente, a partir do centro de controle remoto de Sundsvall. O de Linköping, também na Suécia, está em processo de implantação da tecnologia.

“Nos moldes tradicionais, os aeroportos arcam com custos consideráveis de construção, manutenção e operação de uma torre de controle. Com a torre remota, diversos aeroportos regionais podem ter o serviço de torre de controle prestado a partir de um mesmo centro de controle remoto, o que gera uma importante economia no que diz respeito à construção da estrutura e à contratação de pessoal. Adicionalmente, setores remotos de aeroportos de grande porte, cuja visualização a partir da torre de controle do aeroporto torna-se restrita, podem igualmente beneficiar-se da prestação remota do serviço”, explicou Martins. 

A partir da digitalização do serviço de torre de controle e da introdução de recursos como zoom, infravermelho, filtros e tracking automático, a segurança nas manobras de pouso, decolagem e deslocamento em solo aumenta significativamente. 

“As câmeras digitais viabilizam inúmeras possibilidades de melhora da segurança nos aeroportos. Com elas, o controlador tem completa visibilidade, pois a visualização da área em torno do aeroporto é de 360 graus. Elas também permitem a análise de imagens segundo a segundo e identificam, automaticamente, eventuais alterações de cenário. Alarmes também podem ser automaticamente disparados em resposta à aparição de pássaros no perímetro aeroportuário, por exemplo”, comentou Martins. “Cada um desses detalhes pode ser analisado, inclusive, em condições de visibilidade reduzida, como neblina e chuva”, complementou. 

Apesar de a Suécia ser o único país onde a torre remota já é realidade, tendo conquistado certificação operacional plena em 2015, outros países já estão comprometidos com processos similares de validação e certificação da solução.