Brasileiros estão na Suécia para participar do programa de transferência de tecnologia do Gripen NG

Desde o dia 20 de outubro, 46 engenheiros e técnicos da Embraer e AEL Sistemas estão trabalhando nas instalações da Saab, na cidade de Linköping, Suécia. Antônio Fontoura, Leandro Tamarozzi, Erasmo Persici e Marco Antonio Ortiz fazem parte
deste primeiro grupo de brasileiros que trocaram, temporariamente, o Brasil pelo país nórdico para participar do programa de transferência de tecnologia do Gripen NG.

Apesar de todos serem engenheiros, cada um participará de uma programação de treinamento específica, de acordo com seu papel no projeto.

Fontoura é engenheiro de software da AEL Sistemas. Aos 26 anos de idade, comemora a participação no programa. "Acredito que será uma fase de muito aprendizado e tentarei ao máximo absorver todas as informações que irei receber. Além disso, conhecer uma cultura diferente, com seus costumes característicos, é algo que marca de forma profunda a vida de uma pessoa", diz.

Engenheiro de Desenvolvimento de Produtos da Embraer, onde atua há 18 anos, Ortiz viajou com a esposa Renata e os filhos, Sofia e Raul, de 13 e 10 anos, respectivamente. Ele conta que ficou muito feliz por ter sido selecionado para participar do programa. "Os critérios (de seleção) foram experiência, disponibilidade, conhecimento técnico, vontade de participar do treinamento e disponibilidade de replicar o conhecimento para a equipe Embraer que irá desenvolver parte da solução Gripen NG para a FAB", diz Ortiz, que há 10 anos se especializa na tecnologia que irá desenvolver durante sua estadia na Suécia.

"Esta experiência irá aprimorar meu conhecimento em novas tecnologias", afirma Persici, engenheiro de Desenvolvimento de Produtos, há oito anos na Embraer. Ele viajou com a esposa Daphne e os filhos, Sara e Pedro, de 4 e 2 anos, respectivamente, e conta que ainda no Brasil teve mini cursos sobre a cultura sueca.

Tamarozzi trabalha na Embraer há sete anos, onde é engenheiro de ruído e vibração. "Minha expectativa é a de viver os melhores momentos da minha vida profissional", diz ele, que viajou com a esposa.

Além do crescimento profissional e pessoal, todos concordam que o processo de transferência de tecnologia será muito importante para a indústria brasileira. "As experiências adquiridas em projetos com empresas já consolidadas no mercado fazem com que a execução de novos programas tenha mais qualidade, precisão e eficiência", aponta Fontoura.

"A indústria aeronáutica lida, de maneira geral, com tecnologia que não encontramos em livros. Portanto, vejo esse intercâmbio como uma oportunidade para desenvolvermos soluções que possam melhorar e incrementar a tecnologia de ambos os países", explica Ortiz.

"Será um salto para a aviação brasileira, que ajudará o futuro da indústria nacional a chegar mais rápido", acredita Tamarozzi.

"Trará nova tecnologia para o Brasil e para nossa indústria de defesa", finaliza Persici.

Todos os brasileiros que participarão do programa de transferência de tecnologia têm o compromisso de voltar e repassar o conhecimento que adquiriram a outros brasileiros.